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Dor: 5º sinal vital

A dor normalmente é definida como uma experiência subjetiva que pode estar associada a dano tecidular real ou potencial. A perceção da dor é caracterizada como uma experiência multidimensional, genuinamente subjetiva e pessoal, diversificando-se na qualidade e na intensidade sensorial, sendo afetada por variáveis afetivo-motivacionais. que causa sofrimento. Todos nós já experimentamos algum tipo de dor em algum momento da nossa vida e todos nós desejamos que a mesma terminasse. Desde os doentes oncológicos aos doentes com fibromialgia, a dor tem-se tornado um desafio na prática clínica na tentativa de proporcionar o máximo bem-estar aos doentes. Data de 2003 a Circular Normativa nº 09 (DGS, 2003) que prevê a implementação da Dor como 5º Sinal Vital em todos os serviços prestadores de cuidados de saúde, determinando a sua avaliação de modo contínuo e regular. Sabendo que a Dor é um sintoma que acompanha, de forma transversal, a generalidade das situações patológicas que requerem cuidados de saúde, que provoca profundo sofrimento e afeta todas as dimensões humanas porque continua a ser subdiagnosticada, subtratada, negligenciada?…

«(…) consubstanciável em alguma lei, o alívio da dor deveria ser um dos direitos básicos do homem, limitado apenas pelo conhecimento das formas de o alcançar.»
(Melzack e Liebesking, 1987)

Orador

Ângela Simões

Enfermeira Especialista em Enfermagem Médico Cirúrgica; Mestre em Cuidados Paliativos; Doutora em Enfermagem. Enfermeira na Equipa Intra-hospitalar de Suporte em Cuidados Paliativos da Unidade Local de Saúde de Castelo Branco e Docente na Escola Superior de Saúde Dr. Lopes Dias do Instituto Politécnico de Castelo Branco. Investigadora integrada da Age.Comm – Unidade de Investigação Interdisciplinar – Comunidades Envelhecidas Funcionais. Membro da Associação Portuguesa de Cuidados Paliativos.